domingo, 17 de julho de 2011

Plano de Aula






Ensino Médio -3ºAno
Segundo Trimestre

Objetivos

Conhecer, compreender e analisar os fundamentos artísticos;
Apreciar o objeto estético e suas diversas linguagens;
Utilizar-se das linguagens como meio de expressão, comunicação e informação;
Identificar, relacionar e compreender diferentes funções da arte, do trabalho e da produção dos
artistas.

Conteúdos

A luz na Arte na revolucionária"light painting" ou pintura de luz

A partir de uma simples brincadeira surge o light painting, ou pintando com a luz. Este tipo de fotografia artística, bastante usada na publicidade, pode ser obtido através do movimento de feixes luminosos que dão efeito de pintura ao espaço e objetos da cena a serem captados.
Esta técnica consiste na produção do campo fotográfico de acordo com a proposta, o posicionamento da câmera num tripé, regulagem do obturador para o tempo máximo de exposição, ajuste de foco e abertura do diafragma, e várias lanternas, refletores, apontadores laser, entre outras fontes de luz que irão compor os desenhos.
Para que o efeito dê certo e a fotografia saia perfeitamente, é necessário estar numa sala com ausência de luz e que o objeto a ser iluminado não possua movimentação nos segundos de captura do espaço.
Fácil e eficiente qualquer pessoa pode criar fotografias a partir desta técnica.
Tempo estimado

14 aulas

Introdução

Explorar com o grupo de alunos o estudo da luz dentro da arte e sua evolução até hoje. Sendo da
arte do ateliê para ruas. A arte urbana evolui. Prova disso é o surgimento de novas expressões
artísticas como o "light painting" ou pintura de luz, uma corrente que mistura fotografia, internet e
imaginação e que permite criar imagens fixas ou em movimento. Com um aspecto mais leve que o
grafite convencional, esta escola de arte urbana atribuída a um grupo de grafiteiros alemães tem
seus antecedentes nas fotografias realizadas por Pablo Picasso, nas quais fazia seus desenhos de light painting.
“…Significante, também, é o curso de sua ação, como a imagem progride do começo ao fim. Primeiro ele descreve um pequeno gancho e então ascende para delinear o braço esquerdo do centauro, então a cabeça e os chifres, o braço direito e a espinha; em velocidade frenética – o que é mostrado pela espessura do traço de luz – ele então delineia duas onduladas pernas traseiras, antes de diminuir a velocidade, quase como se fosse parar, enquanto desenha a curva suave do baixo ventre. Subitamente, como se lembrasse de que ainda havia mais por fazer, Picasso imediatamente preenche as estruturas faciais e, sem quebrar o traço, assina com um floreio”.
Gjon Mili, pioneiro no uso do flash eletrônico e colaborador vitalício da revista LIFE
Imagens de light paint



Desenvolvimento

1ª momento

Dialogar com o grupo de como podemos ler uma obra? Qual caminho seguir na busca da
compreensão do caminho percorrido pelo artista.

Levar o grupo para o caminho da compreensão que nosso cotidiano , aprendizagens, nos
leva a compreensões diferentes e neste momento tão particular podemos criar algo que se emancipa
das ciências exatas e que dialoga com o senso estético, social e histórico da expressão da arte.
Lembrando sempre que não existe uma receita pronta para compreensão da arte.

Através da observação de obras de Georges Seurat, Degas, Edward Hopper. Estimular como
ler esta obra, qual caminho foi percorrido para execução..Tente localizar em suas respostas
caminhos possíveis , qual técnica,qual período se encaixa cada obra, são obras que predominam a
forma, a subjetividade, existe algum valor material que posa dignifica-las .Perceberam alguma
intencionalidade na obra? Observaram os seus elementos visuais fundamentais, como a cor, as
formas, as linhas, as texturas, a relação luz/sombra, a composição, sentido figurativo?

Relembrar reflexões feitas anteiormente sobre artistas e períodos da História da Arte,
lembrar Leonardo da Vinci e Sandro Botticelli (Renascimento), Caravaggio e Velasquez (Barroco),
Jaques-Louis David e Gericault (Neoclássico e Romantismo), Claude Monet e Auguste Renoir
(Impressionismo), René Magritte e Salvador Dali (Surrealismo) entre outros, e como eles cada um
desses artistas trabalhou com a questão da luz em suas obras.

2º momento

Trabalhar com fotografia digital, exploras diversos ambientes internos e externos da escola
coletando imagem para reprodução no Projetor de imagens.

Propor ao grupo fazer a sua exposição de imagens. Os grupos deve se alternar, apresentando
os resultados das imagens coletadas e descrever o processo utilizado para realizar esse trabalho –
quais os horários, qual era a luz local.

Levar a uma reflexão do conhecimento desenvolvido com este processo,a luz influencia a
nossa observação de um espaço fotografado?Será que a luz influência nosso bem estar em um
local?

O uso da luz pelo arista nos influência nas sensações(sentimentos).Como podemos
representar a arte com luz? Qual as possibilidade de pintar a luz?

3º momento

No laboratório de informática, propiciar a busca e leitura dos blogs e vídeos a seguir:

http://www.youtube.com/watch?v=QcPp7hXmyl4
http://www.agirlaplanet.com/2011/05/fotografia-light-painting.html
http://www.uberfocus.org/2009/03/02/como-fazer-light-painting/
http://meiobit.com/16008/light-painting-para-iniciantes/
http://alexraimundini.wordpress.com/2011/01/24/lightpainting-desenhando-com-a-luz/
http://mtv.uol.com.br/chivitz/blog/light-painting-–-conheç-técnica-de-desenhar-com-lanternas-e
fotografar-essa-doidera

4º momento/5º momento

Após a pesquisa estimular a produção de "light painting" ou pintura de luz. Momento do
aluno explorar sua criatividade e conhecimento desenvolvido.

Cada grupo deverá escolher um tema e produzir material a ser socializado com a turma e
explorada na divulgação de uma oficina oferecida a outros alunos com monioria dos novos exploradores de "lightpainting" ou pintura de luz.

6º momento

A avaliação será do processo numa avaliação formativa, com auto-avaliação e feedback:tem-se a
possibilidade de oferecer ao aluno um panorama mais detalhado a respeito do aprendizado que ele
desenvolveu, sem se resumir a apenas uma nota.


Avaliação do processo

Como estive com impossibilidade de acessar o ambiente, quando idealizei o plano,pensei em um prazo maior para execução o que me obrigou além das aulas de artes estabelecer parcerias com colegas, a professora de Física sou eu, a de inglês a mesma de Artes e os períodos de espanhol estavam livres( professor estava fora da escola.No prazo de duas semanas e meia cumpri até um pouco mais que a carga horária inicial.
A principal dificuldades ficou na lentidão da internet da escola, que dificultou o feedback, mas com paciência conseguimos levar a pesquisa a diante.
Descobrimos eu e os alunos que é muito difícil fazer as fotos da luz durante o dia , mesmo com ambiente escurecido.
Fotos trazidas pelos alunos que já estavam aplicando os tutoriais por pura diversão estão com melhor visibilidade da luz.
Apesar de não termos ainda terminado a tarefa , a turma do lado ficou tão curiosa que a oficina com os tutoriais e ajudas de meus alunos já ocorreu.
Eles estão bastante interessados,e todo dia recebo uma nova experiência ou solução para as dificuldades com o processo..
Descobertas de novos tutoriais e que alguns são “fraude”, feitos no fotoshop,e muitas vezes com desenhos luminosos,e não rastros luz.
Em sua avaliação colocaram que gostam muito quando a pesquisa e arte usam recursos do computador.

Cronograma já realizado

hora/aula
disciplina
local
procedimento
2





























































02
Artes
Sala de aula Com uso da internet foi realizada projeção em em sala.
A cada vídeo foi discutido o material apresentado em forma de revisão.























































Laboratório de informática


http://www.youtube.com/watch?v=Eq-4LPxZ47w&feature=related


Expressionismo:

Picasso- Relembrando-Forma, cor,luz

Polock:



Edward Hopper;

Light painting;



Web:
Picasso pintando com Luz









Rastros de luz
Fazeram a leitura dos blogs com "light painting" e youtube seguindo lista indicada
em duplas ou trios.
02












02
Física
Laboratório de informática












Salade aula

Câmera fotográfica;
Luz;




Alunos trouxeram suas câmeras e fizemos trocas de informações, fotografamos no ambiente escolar . recursos,possibilidades para fazer light painting
2
Inglês
Laborátorio de informatica
Sala de aula -traduções

Pesquisa de palavras no dicionário que auxiliaram o entendimento.



2
Espanhol





Laboratório de informática
Sala de aula -traduções
O professor não estava na escola , os alunos trabalharam com dicionário.

1-Tutorial


2-Tutorial
3






















02
Artes
Laboratório de Recursos








Laboratório de informática



Trabalho a distância







Oficina

Laboratório de informática




Mostra de trabalhos e continuidade da oficina- Agosto
Criamos um ambiente escurecido para fotografar e filmar luz, forram as janelas e tentamos várias vezes movimentos aplicados nos tutoriais, como não temos tripé , nem disparador automático na maioria das máquinas , os trabalhos foram realizadas em grupos de quatro alunos.
Um fotógrafo, 3 pintores de luz


Aula passo a passo:
Redução de fotos
Movie maker
em uma turma de 25 alunos 3 sabiam usar o movie maker,estes fizeram comigo a monitoria dos outros.


Alunos realizarão light paint no período de férias.(disponibilizei dois dias na escola)






Os alunos dividiram-se em monitores e estabeleceram uma relação de aprendizagem com os colegas da outra turma.







Horário extra curricular
Fotos dos momentos educativos:
Professora Daniela, nossa ex-colega de ensino a distância e Professora de Artes das turmas de 3º ano da escola.
Laboratório de informática:
Oficina com as duas turmas

Alunos preparando o ambiente e as lanternas para o light painting


 


Iniciando as light painting















PCN Ensino Médio


No Ensino Médio, os alunos podem continuar a descobrir, de modo instigante, que a Arte manifesta uma variedade de histórias dos modos apreciativos, comunicacionais e, também, das maneiras criativas e das estéticas presentes nos fazeres artísticos. As pessoas, em seus fazeres artísticos, nas diversas linguagens e códigos, interligam pelo menos os seguintes aspectos:
• elaborações inventivas com materiais, técnicas e tecnologias disponíveis na sociedade humana; • percepções e elaborações de ideias, de representações imaginativas com significados das e sobre as realidades da natureza e das culturas; • expressões-sínteses de sentimentos, de emoções colhidas da experiência com o mundo sócio-cultural. Os estudantes que frequentam a escola média, ao desenvolverem fazeres artísticos por meio das linguagens e códigos da música, artes visuais, dança, teatro, artes audiovisuais,podem aprender a desvelar uma pluralidade de significados, de interferências culturais, econômicas, políticas atuantes nessas manifestações culturais.
Aos poucos os alunos, através de pesquisas, observações, análises, críticas, podem descobrir como vão sendo tecidas e transformadas as histórias:
• dos produtores de arte ou artistas;
• dos seus produtos ou obras de arte; • dos difusores comunicacionais da produção artística;
• dos públicos apreciadores de arte no âmbito da multiculturalidade. Além disso, é nesse âmbito do apreciar e fazer artísticos, do refletir sobre sua história produzida e em produção que os sentidos do processo de ensino e aprendizagem de linguagens artísticas – articulando-se às linguagens das culturas verbais, corporais e informatizadas, trabalhadas nas outras disciplinas da área Linguagens, Códigos e suas Tecnologias – vão sendo experimentados por alunos e professores que estão convivendo nas escolas. Em suma, acreditamos que as práticas artísticas e estéticas em música, artes visuais, dança, teatro, artes audiovisuais, além de possibilitarem articulações com as demais linguagens da área Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, podem favorecer a formação da identidade e de uma nova cidadania do jovem que se educa na escola de Ensino Médio, fecundando uma consciência de uma sociedade multicultural, onde ele confronte seus valores, crenças e competências culturais no mundo no qual está inserido.
Competências e habilidades a serem desenvolvidas em Arte
Representação e comunicação • Realizar produções artísticas, individuais e/ou coletivas, nas linguagens da arte (música, artes visuais, dança, teatro, artes audiovisuais).
• Apreciar produtos de arte, em suas várias linguagens, desenvolvendo tanto a fruição quanto a análise estética.
Investigação e compreensão • Analisar, refletir e compreender os diferentes processos da Arte, com seus diferentes instrumentos de ordem material e ideal, como manifestações sócio-culturais e históricas.
• Conhecer, analisar, refletir e compreender critérios culturalmente construídos e embasados em conhecimentos afins, de caráter filosófico, histórico, sociológico, antropológico, semiótico, científico e tecnológico, entre outros.
Contextualização sócio-cultural • Analisar, refletir, respeitar e preservar as diversas manifestações de Arte – em suas múltiplas funções – utilizadas por diferentes grupos sociais e étnicos, interagindo com o patrimônio nacional e internacional, que se deve conhecer e compreender em sua dimensão sócio-histórica.

O ensino de artes na contemporaneidade



Um dos grandes desafios do ensino de Arte na contemporaneidade é tornar-se uma disciplina reconhecida por alunos e professores dos outros componentes curriculares.

E apesar de todos os esforços para o desenvolvimento de um saber artístico na escola, verifica-se que a Arte, historicamente produzida e em produção pela humanidade, ainda não tem sido suficientemente ensinada e apreendida pela maioria dos jovens.
A arte aparece como reprodução e não como reflexão na escolarização básica sem re-significação dos conteúdos abordados, re-elaboração dos saberes em Arte por professores e alunos.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais em Arte, traz como eixo principal as quatro linguagens artísticas que podem ser trabalhadas em sala de aula, este documento aponta para um ensino de Arte pautado na LDB nº 5692/71 em que a falta de uma preparação de pessoal para entender Arte antes de ensiná-la, gerando arte-educadores “polivalentes”. 

Esta proposta dos PCNs na área de Arte é muito ampla e acredito que devemos fazer um movimento que leve a valorização das Artes visuais, Teatro, Dança, Música como disciplinas afins mas com carga horária e professores com formação específica e não “polivalente”.

O ensino das Artes no Brasil.

Nosso país a referência nas artes começam pelo uso de imagens religiosas, com a chegada dos colonizadores.
Sendo o primeiro relato de ensino de alguma atividade artística de que se tem notícia no Brasil vem da adoção de um regimento elaborado por D. João III. Voltado para as edificações com materiais sólidos, chegou ao Brasil com a expedição de Tomé de Souza, por volta de 1549, e objetivava formar trabalhadores qualificados para a construção de prédios mais civilizados, que viessem substituir as arcaicas construções de madeira rústica, barro, palha e galhos.
No período das descobertas de ouro e pedras preciosas nas terras da região sudeste foi crucial para o desenvolvimento urbano e o surgimento de mão-de-obra especializada na talha da madeira e das
pedras, no revestimento e ornamentação das fachadas e interiores das igrejas. E então a ourivesaria passa ser ensinada aos filhos dos colonizadores, tornando co o tempo em tradição familiar.
Com a vinda da família real,houve o incentivo a instituição de um ensino das artes,com fins políticos para preservar o ensino dos modelos europeus, mais precisamente franceses.
A Missão Francesa, formada por pintores, desenhistas, escultores, artífices e arquitetos
oriundos de várias instituições francesas, foi reunida por Joaquim Libreton e chegou
ao Brasil em 1816, quando foi criada, por Decreto-Lei, a Academia Imperial de Belas
Artes – que começou a funcionar em 1826.
E nos primeiros vinte anos do séculoXX, inicia-se a inclusão da Arte como parte da Educação
mas ainda marcada por modelos, ora europeus, ora americanos.
Com a efervescência da Semana de Arte Moderna (1922) passam a valorizar, com certa reserva, a diversidade artística brasileiras.
[...] no Terceiro Mundo, no entanto, a identidade é o interesse central e
significa necessidade de ser capaz de reconhecer a si próprio, ou
finalmente, uma necessidade básica de sobrevivência e de construção de
sua própria realidade (BARBOSA, 1998, p.14).
Mas o distanciamento entre Arte e Educação , e melhor compreendido ao analisarmos a situação política do ensino da Arte nas décadas de 1970 e 1980.No o início da década de 1970, prevaleceu o ensino do desenho como forma de legitimar a presença da Arte no currículo, a formação de um professor em Arte estava distante das necessidades de uma sociedade tão carente,em torno da valorização da Arte na Educação como a nossa.
pela Reforma Educacional de 1971 atribuía aos professores de 1° Grau a incumbência de ministrar aulas que abarcassem as artes plásticas, as artes cênicas e a música. No entanto, a formação do professor não atendia à consistência necessária aos saberes exigidos no ensino-aprendizagem da Arte.
Na criação dos cursos de licenciatura em Educação Artística, em 1973,houve a intenção de oferecer uma formação geral, polivalente, para os professores que atuavam com a disciplina. Com duração de 2 anos, o curso poderia ser complementado com uma habilitação específica em artes plásticas, música, desenho ou artes cênicas.
Embora tenha começado a ser sistematizada em 1983, por ocasião do Festival de Inverno de Campos de Jordão, no estado de São Paulo, foi no Museu de Arte Contemporânea que a Proposta Triangular pôde ter mais visibilidade. Lá, segundo Ana Mae Barbosa:
[...] foi o grande laboratório da Proposta Triangular, uma equipe de 14 (este número variava) arte educadores com formação universitária, em grande parte doutores, mestres e mestrandos, trabalhando principalmente com a estética empírica para a leitura da obra de Arte, experimentou (87 a 93) a Proposta Triangular com crianças, adolescentes e adultos iletrados, os próprios guardas do Museu. (BARBOSA, 2003, p. 32).
A Proposta Triangular consiste de forma resumida no apoio do programa de ensino de Arte em três abordagens para efetivamente construir conhecimentos em Arte.
  • Contextualização histórica;
  • Fazer artístico;
  • Apreciação artística.
Com a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394/96, a presença da Arte na Educação Brasileira começou a passar por uma
série de discussões, de crises e possibilitou um interesse maior por parte de
professores e estudantes de mestrado e doutorado para questões ligadas às
dicotomias teóricas e práticas que se potencializaram com a publicação dos PCN em
2002.

Referencias:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ana_Mae_Barbosa
http://literatura.moderna.com.br/moderna/literatura/arte/icones/claude/proposta
http://www.vis.ida.unb.br/posgraduacao/disserta_tese/dissertacao_moiseslucas.pdf
http://artesvisuaisemacao.blogspot.com/2007/10/resumo-proposta-triangular.html

sábado, 16 de julho de 2011

ESCOLA TECNICISTA( trabalho em grupo)

TAREFA REALIZADA COM OS COLEGAS:
ADÉLIA FERNANDES SOBRINHA
ADRIANO DREHER
ELIANA T. DE VARGAS MARTINS
MARIA JUREMA SALDIVIA SOARES


ESCOLA TECNICISTA

O TECNICISMO SEGUIA UMA LINHA DE ENSINO,ADOTADA POR VOLTA DE 1970, NO BRASIL,QUE PRIVILEGIAVA EXCESSIVAMENTE A TECNOLOGIA EDUCACIONAL E TRANSFORMAVA PROFESSORES E ALUNOS EM MEROS EXECUTORES E RECEPTORES DE PROJETOS ELABORADOS DE FORMA AUTORITÁRIA E SEM QUALQUER VÍNCULO COM O CONTEXTO SOCIAL A QUE SE DESTINAVAM .



ESTE MODELO FOI IMPORTADO DOS EUA, DURANTE AS DÉCADAS DE 1960/1970, PARA SUPRIR A DEMANDA DA MÃO-DE-OBRA QUALIFICADA A PARTIR DA CHEGADA DAS MULTINACIONAIS, NO BRASIL, UMA VEZ QUE A REPRODUÇÃO DAS RELAÇÕES PRODUTIVAS NAQUELA ETAPA MONOPOLISTA EXIGIA TAMBÉM, ALÉM DA QUALIFICAÇÃO, VIA RACIONALIZAÇÃO DOS MEIOS DE ENSINO, A REPRODUÇÃO DAS IDEIAS QUE SUPORTAVAM/EXPLICAVAM AS RELAÇÕES PRODUTIVAS.




CARACTERÍSTICAS GERAIS TECNICISTAS:
 * BASEADA NO AUTORITARISMO;
 * PEDAGOGIA NÃO-DIALÓGICA;
 * ALUNO ASSIMILADOR DE CONTEÚDOS;
 * PROFESSOR TRANSMISSOR DE CONTEÚDOS;
 * TRABALHA O ENSINO COMO UMA CONCEPÇÃO DE TOTALIDADE;
 * FORMAÇÃO DE CIDADÃOS TÉCNICOS E NÃO-CRÍTICOS.



A ARTE NA ESCOLA TECNICISTA

   COM A PROMULGAÇÃO DA LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL Nº 5692, NO ANO DE 1971, A EDUCAÇÃO ARTÍSTICA FOI INTRODUZIDA NO CURRÍCULO ESCOLAR, DE 1º E 2º GRAU, SENDO CONSIDERADA APENAS UMA ATIVIDADE EDUCATIVA E NÃO UMA DISCIPLINA, NÃO HAVENDO A PREOCUPAÇÃO COM A FORMAÇÃO E QUALIFICAÇÃO DOS PROFESSORES.

   SOMENTE EM 1973 FORAM REGULAMENTADOS OS CURSOS SUPERIORES DE LICENCIATURA EM ARTES, CONFIGURANDO-SE A FORMAÇÃO DE PROFESSORES POLIVALENTES EM ARTES.

O QUE PERMANECE PRESENTE DESTA FORMA DE CONCEPÇÃO DE ENSINO NO CONTEXTO ATUAL?
*DESCRIÇÃO DOS OBJETIVOS EDUCACIONAI;
*AVALIAÇÃO SOMATIVA DOS OBJETIVOS;
*IMPLEMENTAÇÃO DO SISTEMA A PARTIR DOS RESULTADOS(FEEDBACK);
*O CONTROLE ATRAVÉS DA HIERARQUIZAÇÃO DO SABER E DO PERCURSO LINEAR DE SEU TRAJETO.


PODEMOS APRENDER ALGO COM ESTA ESCOLA?

 Sim, a partir:

* Da ausência de fundamentos teóricos em detrimento do “Saber Construir” e “Saber Exprimir-se”;

* Do uso de materiais alternativos;

* Da livre expressão;

* Do desenvolvimento da cultural local com atividades artísticas;


*Da apropriação das mídias nas artes.


REFERÊNCIAS:
http://www.arq.ufsm.br.rcesar/Pmdvwpdf
MENEZES, Ebenezer Takuno de; SANTOS, Thais Helena dos."Pedagogia tecnicista" (verbete). Dicionário Interativo da Educação Brasileira - EducaBrasil. São Paulo: Midiamix Editora, 2002, http://www.educabrasil.com.br/eb/dic/dicionario.asp?id=48, visitado em 11/5/2011.A Pedagogia Tecnicista no ensino e aprendizagem da arte. publicado 9/01/2011 por Glésia Pereira Santos da Cruz em http://www.webartigos.com
Fonte: http://www.webartigos.com/articles/56504/1/-A-Pedagogia-Tecnicista-no-ensino-e-aprendizagem-da-arte/pagina1.html#ixzz1M66J0UuT



Educar para a compreensão da arte

1º texto:
"A pesquisa sobre a compreensão: a interpretação como chave da educação escolar", Hernández.

O texto começa das ideias construtivistas sobre conhecimento e educação,levantando questionamentos da apreciação estética, arte na pós-modernidade dentro do desenvolvimento humano.
Hernández mostra cinco etapas diferentes de apreciação estética, que vão desde as percepções básicas da imagem (representação) até o cume do processo que seria a interpretação autônoma do indivíduo frente a imagem, essas etapas são:
1-favoritismo
2- beleza e realismo
3- expressão
4- estilo e forma
5- autonomia
O autor indica o caminho para educação no trecho... ”Interpretar é, portanto, decifrar. Implica decompor um objeto (representação) em seu processo produtivo, descobrir sua coerência e dar aos elementos e às fases obtidas significados intencionais, sem perder nunca de vista a totalidade que se interpreta”...
 

O texto de Anita Koneski “Trata-se de apresentar ou aguçar a possibilidade de pensar a arteeducação”.

Perguntar o que é arte implica,, a meu ver, colocar o indagado diante
do abismo. O que é arte hoje? Como ler a arte hoje? Para que serve a arte hoje?
São perguntas problemáticas que exigem, a meu ver, um posicionamento perante
o ensino da arte nas escolas, destinado a um aluno que está muito mais em
contato com esta arte problematizada, ou seja, a arte contemporânea, geradora
da crise, do que com a arte do passado. Nossos alunos estão conectados com a
mídia, com o enfoque nas Bienais e com a arte contemporânea nas ruas.
Em seu texto provocativo a todos arte educadores conduz a uma reformulação urgente que privilegie a atualidade nas artes e principalmente o respeito a produção pessoal.

Com os 2 textos fomos convidados a reformular conceitos e regras.
Observar o cotidiano, o entorno, estimulando a relação reflexiva do aluno com a arte sem usar receitas prontas, dando autonomia para expressão artística,é o verdadeiro compromisso do arte educador.

PCN Arte EF Séries finais


Os PCNs, são o marco divisório que ratifica a arte como compreensão, distanciando o planejamento das Artes Visuais como prática recreativa, mas ao mesmo tempo contrapõe a articulação com as demais artes, incluindo conhecimentos de música e dança.
Confesso que desde 98,tenho a compreensão dos PCNs conforme eu posso alcança-los e privilégio na execução itens que me são favoráveis.
Na música articulo conhecimento da historia musical e folclore brasileiro, dando as crianças o direito de opinar e colocar sua participação cantando músicas selecionadas através de pesquisa.
No teatro,enveredo eventualmente para bonecos,sombras e peças infantis.
Não me sinto preparada para além disso.
E nesta formação fica mais distante a ideia de trabalhar a música e teatro dentro das aulas de artes.
A solução nos é indicada a cada norteador do PCN, ficando evidente que são profissionais de áreas afins trabalhando juntos.