sábado, 16 de julho de 2011

Educar para a compreensão da arte

1º texto:
"A pesquisa sobre a compreensão: a interpretação como chave da educação escolar", Hernández.

O texto começa das ideias construtivistas sobre conhecimento e educação,levantando questionamentos da apreciação estética, arte na pós-modernidade dentro do desenvolvimento humano.
Hernández mostra cinco etapas diferentes de apreciação estética, que vão desde as percepções básicas da imagem (representação) até o cume do processo que seria a interpretação autônoma do indivíduo frente a imagem, essas etapas são:
1-favoritismo
2- beleza e realismo
3- expressão
4- estilo e forma
5- autonomia
O autor indica o caminho para educação no trecho... ”Interpretar é, portanto, decifrar. Implica decompor um objeto (representação) em seu processo produtivo, descobrir sua coerência e dar aos elementos e às fases obtidas significados intencionais, sem perder nunca de vista a totalidade que se interpreta”...
 

O texto de Anita Koneski “Trata-se de apresentar ou aguçar a possibilidade de pensar a arteeducação”.

Perguntar o que é arte implica,, a meu ver, colocar o indagado diante
do abismo. O que é arte hoje? Como ler a arte hoje? Para que serve a arte hoje?
São perguntas problemáticas que exigem, a meu ver, um posicionamento perante
o ensino da arte nas escolas, destinado a um aluno que está muito mais em
contato com esta arte problematizada, ou seja, a arte contemporânea, geradora
da crise, do que com a arte do passado. Nossos alunos estão conectados com a
mídia, com o enfoque nas Bienais e com a arte contemporânea nas ruas.
Em seu texto provocativo a todos arte educadores conduz a uma reformulação urgente que privilegie a atualidade nas artes e principalmente o respeito a produção pessoal.

Com os 2 textos fomos convidados a reformular conceitos e regras.
Observar o cotidiano, o entorno, estimulando a relação reflexiva do aluno com a arte sem usar receitas prontas, dando autonomia para expressão artística,é o verdadeiro compromisso do arte educador.

PCN Arte EF Séries finais


Os PCNs, são o marco divisório que ratifica a arte como compreensão, distanciando o planejamento das Artes Visuais como prática recreativa, mas ao mesmo tempo contrapõe a articulação com as demais artes, incluindo conhecimentos de música e dança.
Confesso que desde 98,tenho a compreensão dos PCNs conforme eu posso alcança-los e privilégio na execução itens que me são favoráveis.
Na música articulo conhecimento da historia musical e folclore brasileiro, dando as crianças o direito de opinar e colocar sua participação cantando músicas selecionadas através de pesquisa.
No teatro,enveredo eventualmente para bonecos,sombras e peças infantis.
Não me sinto preparada para além disso.
E nesta formação fica mais distante a ideia de trabalhar a música e teatro dentro das aulas de artes.
A solução nos é indicada a cada norteador do PCN, ficando evidente que são profissionais de áreas afins trabalhando juntos.


Relatos de professores

Projeto de Elayne Luciana Leite de Melo “Juiz de Fora – Minha Cidade – Nossa História”
Ler os projetos foi muito esclarecedor,mais uma vez neste país na educação a dedicação dos professores supera as dificuldades.
Minha escolha recaiu no projeto de Elayne Luciana Leite de Melo “Juiz de Fora – Minha Cidade – Nossa História”desenvolvido a partir da exibição cinematográfica realizada na escola na Escola Municipal Cecília Meireles ,no trabalho do cineasta natural da própria cidade João Carriço as imagens antigas da cidade de Juiz de Fora, feitas pelo, há mais de 50 anos.
A justificativa para inserção do projeto segundo Elayne foi estabelecida durante a exibição dos filmes feitos por Carriço, muitos alunos desconheciam ou não reconheciam algumas edificações que ainda estão presentes, hoje, na cidade, a partir deste momento são estabelecidas competências a serem desenvolvidas ora sanando a lacuna do conhecimento da história da cidade ora preenchendo com novas competências nas artes.
Para desenvolver o projeto estabeleceu um trimestre com 2 horas semanais em 3 turmas de 9º ano do ensino fundamental, separados em 6 momentos e com avaliação do projeto desenvolvida após o término do projeto, no qual o aluno se apropriou de todo processo de execução e saberes desenvolvidos, bem como pontuando colaborações pessoais.
Coloco como destaque abaixo o roteiro para avaliação de Elayne que respeita e alicerça o trabalho desenvolvido.

Nesta avaliação do projeto abaixo, escrita pela professora Elayne Luciana Leite de Melo resume-se um projeto que partiu de uma referência de qualidade, o filme de Carriço, e também da necessidade de da ampliação de conhecimento e valorização da sociedade que estão inseridos .
Para que o aluno saiba valorizar e preservar os bens culturais materiais e imateriais de sua cidade é preciso que esse aluno conheça a história dessa cidade. E, com esse objetivo foi desenvolvido o projeto Juiz de Fora – Minha Cidade – Nossa história na Escola Municipal Cecília Meireles. Foram realizadas, nas aulas de Artes, leituras de textos e imagens e desenvolvidas diversas técnicas artísticas sobre o tema. Nessas atividades, além dos alunos demonstrarem interesse em realizá-las e de se expressarem de maneira criativa e crítica na execução de trabalhos artísticos, também se mostraram conscientizados sobre a importância da preservação do Patrimônio Histórico – Cultural da cidade de Juiz de Fora ao realizarem uma reflexão crítica do assunto no final do projeto. Desenvolver um projeto na escola que aborde a questão do conhecimento e da preservação do Patrimônio Histórico – Cultural de uma cidade é de grande importância para a conscientização dos alunos a respeito de sua própria história e de como é formada sua identidade.
Elayne Luciana Leite de Melo
No projeto de Elayne senti a falta da interdisciplinaridade que engrandeceria o projeto que já possuia temas transversais para esta inserção.
Descobri um pouco mais do meu Brasil e deste cineasta percursor do telejornal em salas de cinema que valoriza-se sua região.

Juiz de Fora - CARRIÇO: http://www.youtube.com/watch?v=C6AokPeyJKc

Relatos sobre experiências pessoais de aprendizagem em arte - como aluna

De minhas aulas de arte lembro situações que povoam minha mente até hoje.
Aula de artesanato em que me via perdida por ser na época atleta e distante dos afazeres domésticos.
Professores tratando história da arte como cópia de dezenas de páginas da Barsa.
Aula de geometria plana e espacial, chamadas de desenho geométrico e dadas pelo professor de matemática.
Arte é...o constituído, o pré existente, o dito por especialistas.
Na 8º série, fiz uma tela a óleo usando as 2 cores que comprei vermelho e preto, com seres (sombras) vermelhos e pretos com fundo para contraste vermelho ou preto, que eram as únicas cores que eu tinha. Fiz em casa levei para aula e caiu o céu em cima de mim .
A professora fez uma reunião com o padre(escola confissional), meus pais e um psiquiatra.
Se tivessem me questionado saberiam que o dinheiro restante para as outras cores foi utilizado na compra de um compacto(disco pequeno de vinil) do Black Sabbat.
Como mudei de escola( que foi pior que a anterior), a TELA foi pro lixo, não fiz tratamento nenhum, sou louca sem atestado até hoje e estou quebrando muitos dos meus paradigmas a cada semestre em Artes Visuais.

Aprendizagens realizadas.

Neste processo superamos diversas dificuldades técnicas e pedagógicas.Como fiz um plano muito amplo, só venci executá-lo com a concessão de horários(meus, de colegas) e intervenção de outras disciplinas, justificados na transversalidade.
Nosso crescimentos deu-se a medida que alunos e professores traziam informações e conhecimentos e compartilhavam com o grupo.Aprendemos a pensar na realidade , aprendemos a aprender, usando para isto a prática e tornando significativo este novo conhecimento. Apesar de crer que a aprendizagem se fundamenta no tempo para aprender e para sedimentar informações.O assunto foi tão bem aceito pelos alunos que a dedicação deles transformou meu paradigma.
E na frase de Paulo Freire ”Não há vida sem correção, sem retificação” apoiei as várias vezes que modificações do meu planejamento, mantive o “Norte”,mas agreguei ao trabalho informações do professor de Física(EU), Inglês e Artes(Daniela), e busca pessoal dos meus alunos.
Se aprendemos a vida toda,logo nosso processo apenas começou,eu, meus alunos e colegas professores ainda continuaremos nesta busca pelo conhecimento de Light painting.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Cinema, Vídeo, Godard (Apresentação e Introdução)


Em Arte e Tecnologia Digital como minha aprendizagem em informática se restringe aos conhecimentos oferecidos nas disciplinas desta graduação, então neste momento estou num processo de Superação .
Comecei a disciplina pelo final, executando um stopmotion e um vídeo, as dificuldades iniciaram na fotografia, redução de imagens, no movie maker descobri a cada nova tentativa como colocar esta aprendizagem para os meus alunos. No vídeo consegui explorar recursos na câmera que desconhecia até aquele momento. Portanto neste momento esta disciplina me leva a uma prática de ensino que vai de encontro da vivencia de meus alunos.
O primeiro texto viabilizado no ambiente, é parte do livro do livro Cinema, Vídeo, Godard, de Phillippe Dubois. O livro reúne nove ensaios, este aborda a questão do vídeo, sua natureza de imagem e seu lugar no mundo das produções visuais, tem como enfoque o cinema.
A primeira parte, "Vídeo e teoria das imagens", parte do vídeo para tentar abordá-lo em si mesmo, atribuindo-lhe um corpo estético específico, uma arte de com linguagem própria. "Vídeo e cinema" aprofunda a questão central da relação do vídeo com o cinema, enfoca o imaginário cinematográfico como ponto de partida para as experiências em vídeo. Vários cineastas utilizaram o vídeo para suas pesquisas fílmicas, como Antonioni, Wim Wenders,Coppola,entreoutros.
Na terceira parte, "Jean-Luc Godard", a discussão centra-se a partir do exame detalhado do caso exemplar deste cineasta que se destacou entre todos por problematizar com tanta insistência, profundidade e diversidade da "mutação das imagens".
Como o recomendado fiz a leitura e análise da Apresentação e Introdução e escolhi 3 tópicos de cada texto.,
Texto Apresentação:
Os 3 tópicos:
“... o autor não abre mão entretanto da necessidade de afirmar o cinema
como uma espécie de referência fundante para todo o audiovisual, sem a
consideração da qual o discurso sobre as imagens e os sons contemporâneos
afrouxa e perde a densidade que levou tanto tempo para sedimentar”.
“... Dubois sugere pensar o vídeo como um estado e não como um
produto, ou seja, não pode estar desvinculada do dispositivo para o qual foi
concebido”.
“... obras eletrônicas podem existir ainda associadas a outras modalidades artísticas, a outros meios, a outros materiais, a outras formas de espetáculo, possibilitando ao espectador observar ao vivo o acontecimento”.

Quando Arlindo Machado comenta que Phillipe Dubois e mesmo um dos poucos pensadores, e nos leva a relembrar Raymond Bellour,Jean-Paul Fargier e Anne -Marie Duguet no contexto francês,Sandra Lisch na Itália,Peter Weibel na Alemanha e Jorge La Ferla na Argentina , navego por momentos de insegurança, nomes desconhecidos que pouco a pouco vou desvendando com o uso da internet, críticos, jornalistas, videoartistas,professores, curadores,teóricos,ensaístas,etc, todos envolvidos na reflexão concentrada nas atuais mutações do cinema, perda da hegemonias sobre a criação audiovisual, a emergência ruidosa do vídeo,o desafio imposto pela televisão e um panorama que tudo isso projeta para num futuro próximo.
Dubois dialogando com ele mesmo esclarece, mantendo sempre a ligação do vídeo com o cinema, colocando o vídeo como o intermediário entre os mundos do cinema e do computador. |Ficando assim claro que o universo do vídeo não só contribui como estabelece os rumos da artes.Momento máximo que presenciei ,foi os Projetáveis, na última Bienal.
Cult movies:http://cultmovies.multiply.com/journal/item/93
Remontagem fílmica:/http://remontagemfilmica.wordpress.com/
Texto Introdução:

Os 3 tópicos:

“... creio que só podemos pensar o vídeo seriamente como um ‘estado’,
estado do olhar e do visível, maneira de ser das imagens...”

“Eis, no fundo, a tese que perpassa todo este livro: o “vídeo” não é um objeto (algo em si, um corpo próprio), mas um estado. Um estado da imagem (em geral).Um estado-imagem, uma forma eu pensa. O vídeo pensa (ou permite pensar) que as imagens são (ou fazem). Todas as imagens. E, particularmente, como tentarei mostrar, as imagens do cinema.”

“... Para mim , o “vídeo” é e continua sendo, definitivamente, uma questão. E é este sentido que é movimento.”

Para Dubois o vídeo foge das correntes que estigmatizam o cinema , quando a sua forma, abrangência, tema, e que esta liberdade provoca movimentos e rompimentos que libertaram o vídeo como uma expressão de arte que consegue representar a intencionalidade do movimento. E de sua fragilidade é que é obtida sua força.
Este pequeno fragmento me fez enveredar por lembranças, e destas reminiscências me leva pensar que na escolha de vídeo em detrimento a outro é “...estado do olhar e do visível, maneira de ser das imagens...”.

Referência:
CINEMA, VIDEO, GODARD,By PHILIPPE DUBOIS
ver&dq=cinema+video+godard&hl=en&ei=Oqi0Tav8IcXx0gHq1JD8Aw&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=1&ved=0CCgQ6AEwAA#v=onepage&q&f=false

http://www.youtube.com/watch?v=XJbPHboAsbQ

domingo, 3 de julho de 2011

"Ideia para situação de aprendizagem",

Para elaborar uma ideia para situação de aprendizagem, uso trabalhos e um recorte de uma entrevista dada Juan Miró a George Raillard. No trabalho de Miró existe um período conhecido como mutação da realidade, no qual o artista rompe com a forma anterior criando uma nova linguagem, picto gramática, a linguagem mironiana, peço aos alunos uma reflexão para usar posteriormente em um debate com seus colegas usando como referência as imagens ,o recorte da entrevista dada por Miró, e perguntas para estimular a reflexão.

1) Obras de Juan Miró

VilaPrades-1917








O carnaval de arlequim

O jardim




Lições de esqui



2) Recorte de uma entrevista ma entrevista do pintor realizada por George Raillard,.Realizada no ateliê de Miró em 1974, quando o mesmo tinha 84 anos:
George Raillard: “Você está sempre à procura de novos materiais...
Miró: Não procuro: elas me atraem, vêm a mim. [Miró se aproxima de uma mesa cheia de manchas] Por exemplo esta mesa para colocar meus pincéis. Fatalmente, à medida que ela vai se manchando, me excita: essas manchas negras, um belo dia, vão se tornar algo. É um choque. É preciso haver choques na vida (Raillard, Miró, 1990, p. 33).
3)Existe relação com a fala de Miró e sua produção artística?
Quais imagens visualiza-se nas obras de Miró?
Existe relação entre as obras?
Qual delas evidencia melhor a fala do artista?
Nota algum padrão, formas, cores, motivo?
Com uso de materiais reciclados é possível recriar estes momentos de Miró, capturados em sua obra. Como?