sábado, 16 de julho de 2011

Relatos sobre experiências pessoais de aprendizagem em arte - como aluna

De minhas aulas de arte lembro situações que povoam minha mente até hoje.
Aula de artesanato em que me via perdida por ser na época atleta e distante dos afazeres domésticos.
Professores tratando história da arte como cópia de dezenas de páginas da Barsa.
Aula de geometria plana e espacial, chamadas de desenho geométrico e dadas pelo professor de matemática.
Arte é...o constituído, o pré existente, o dito por especialistas.
Na 8º série, fiz uma tela a óleo usando as 2 cores que comprei vermelho e preto, com seres (sombras) vermelhos e pretos com fundo para contraste vermelho ou preto, que eram as únicas cores que eu tinha. Fiz em casa levei para aula e caiu o céu em cima de mim .
A professora fez uma reunião com o padre(escola confissional), meus pais e um psiquiatra.
Se tivessem me questionado saberiam que o dinheiro restante para as outras cores foi utilizado na compra de um compacto(disco pequeno de vinil) do Black Sabbat.
Como mudei de escola( que foi pior que a anterior), a TELA foi pro lixo, não fiz tratamento nenhum, sou louca sem atestado até hoje e estou quebrando muitos dos meus paradigmas a cada semestre em Artes Visuais.

Aprendizagens realizadas.

Neste processo superamos diversas dificuldades técnicas e pedagógicas.Como fiz um plano muito amplo, só venci executá-lo com a concessão de horários(meus, de colegas) e intervenção de outras disciplinas, justificados na transversalidade.
Nosso crescimentos deu-se a medida que alunos e professores traziam informações e conhecimentos e compartilhavam com o grupo.Aprendemos a pensar na realidade , aprendemos a aprender, usando para isto a prática e tornando significativo este novo conhecimento. Apesar de crer que a aprendizagem se fundamenta no tempo para aprender e para sedimentar informações.O assunto foi tão bem aceito pelos alunos que a dedicação deles transformou meu paradigma.
E na frase de Paulo Freire ”Não há vida sem correção, sem retificação” apoiei as várias vezes que modificações do meu planejamento, mantive o “Norte”,mas agreguei ao trabalho informações do professor de Física(EU), Inglês e Artes(Daniela), e busca pessoal dos meus alunos.
Se aprendemos a vida toda,logo nosso processo apenas começou,eu, meus alunos e colegas professores ainda continuaremos nesta busca pelo conhecimento de Light painting.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Cinema, Vídeo, Godard (Apresentação e Introdução)


Em Arte e Tecnologia Digital como minha aprendizagem em informática se restringe aos conhecimentos oferecidos nas disciplinas desta graduação, então neste momento estou num processo de Superação .
Comecei a disciplina pelo final, executando um stopmotion e um vídeo, as dificuldades iniciaram na fotografia, redução de imagens, no movie maker descobri a cada nova tentativa como colocar esta aprendizagem para os meus alunos. No vídeo consegui explorar recursos na câmera que desconhecia até aquele momento. Portanto neste momento esta disciplina me leva a uma prática de ensino que vai de encontro da vivencia de meus alunos.
O primeiro texto viabilizado no ambiente, é parte do livro do livro Cinema, Vídeo, Godard, de Phillippe Dubois. O livro reúne nove ensaios, este aborda a questão do vídeo, sua natureza de imagem e seu lugar no mundo das produções visuais, tem como enfoque o cinema.
A primeira parte, "Vídeo e teoria das imagens", parte do vídeo para tentar abordá-lo em si mesmo, atribuindo-lhe um corpo estético específico, uma arte de com linguagem própria. "Vídeo e cinema" aprofunda a questão central da relação do vídeo com o cinema, enfoca o imaginário cinematográfico como ponto de partida para as experiências em vídeo. Vários cineastas utilizaram o vídeo para suas pesquisas fílmicas, como Antonioni, Wim Wenders,Coppola,entreoutros.
Na terceira parte, "Jean-Luc Godard", a discussão centra-se a partir do exame detalhado do caso exemplar deste cineasta que se destacou entre todos por problematizar com tanta insistência, profundidade e diversidade da "mutação das imagens".
Como o recomendado fiz a leitura e análise da Apresentação e Introdução e escolhi 3 tópicos de cada texto.,
Texto Apresentação:
Os 3 tópicos:
“... o autor não abre mão entretanto da necessidade de afirmar o cinema
como uma espécie de referência fundante para todo o audiovisual, sem a
consideração da qual o discurso sobre as imagens e os sons contemporâneos
afrouxa e perde a densidade que levou tanto tempo para sedimentar”.
“... Dubois sugere pensar o vídeo como um estado e não como um
produto, ou seja, não pode estar desvinculada do dispositivo para o qual foi
concebido”.
“... obras eletrônicas podem existir ainda associadas a outras modalidades artísticas, a outros meios, a outros materiais, a outras formas de espetáculo, possibilitando ao espectador observar ao vivo o acontecimento”.

Quando Arlindo Machado comenta que Phillipe Dubois e mesmo um dos poucos pensadores, e nos leva a relembrar Raymond Bellour,Jean-Paul Fargier e Anne -Marie Duguet no contexto francês,Sandra Lisch na Itália,Peter Weibel na Alemanha e Jorge La Ferla na Argentina , navego por momentos de insegurança, nomes desconhecidos que pouco a pouco vou desvendando com o uso da internet, críticos, jornalistas, videoartistas,professores, curadores,teóricos,ensaístas,etc, todos envolvidos na reflexão concentrada nas atuais mutações do cinema, perda da hegemonias sobre a criação audiovisual, a emergência ruidosa do vídeo,o desafio imposto pela televisão e um panorama que tudo isso projeta para num futuro próximo.
Dubois dialogando com ele mesmo esclarece, mantendo sempre a ligação do vídeo com o cinema, colocando o vídeo como o intermediário entre os mundos do cinema e do computador. |Ficando assim claro que o universo do vídeo não só contribui como estabelece os rumos da artes.Momento máximo que presenciei ,foi os Projetáveis, na última Bienal.
Cult movies:http://cultmovies.multiply.com/journal/item/93
Remontagem fílmica:/http://remontagemfilmica.wordpress.com/
Texto Introdução:

Os 3 tópicos:

“... creio que só podemos pensar o vídeo seriamente como um ‘estado’,
estado do olhar e do visível, maneira de ser das imagens...”

“Eis, no fundo, a tese que perpassa todo este livro: o “vídeo” não é um objeto (algo em si, um corpo próprio), mas um estado. Um estado da imagem (em geral).Um estado-imagem, uma forma eu pensa. O vídeo pensa (ou permite pensar) que as imagens são (ou fazem). Todas as imagens. E, particularmente, como tentarei mostrar, as imagens do cinema.”

“... Para mim , o “vídeo” é e continua sendo, definitivamente, uma questão. E é este sentido que é movimento.”

Para Dubois o vídeo foge das correntes que estigmatizam o cinema , quando a sua forma, abrangência, tema, e que esta liberdade provoca movimentos e rompimentos que libertaram o vídeo como uma expressão de arte que consegue representar a intencionalidade do movimento. E de sua fragilidade é que é obtida sua força.
Este pequeno fragmento me fez enveredar por lembranças, e destas reminiscências me leva pensar que na escolha de vídeo em detrimento a outro é “...estado do olhar e do visível, maneira de ser das imagens...”.

Referência:
CINEMA, VIDEO, GODARD,By PHILIPPE DUBOIS
ver&dq=cinema+video+godard&hl=en&ei=Oqi0Tav8IcXx0gHq1JD8Aw&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=1&ved=0CCgQ6AEwAA#v=onepage&q&f=false

http://www.youtube.com/watch?v=XJbPHboAsbQ

domingo, 3 de julho de 2011

"Ideia para situação de aprendizagem",

Para elaborar uma ideia para situação de aprendizagem, uso trabalhos e um recorte de uma entrevista dada Juan Miró a George Raillard. No trabalho de Miró existe um período conhecido como mutação da realidade, no qual o artista rompe com a forma anterior criando uma nova linguagem, picto gramática, a linguagem mironiana, peço aos alunos uma reflexão para usar posteriormente em um debate com seus colegas usando como referência as imagens ,o recorte da entrevista dada por Miró, e perguntas para estimular a reflexão.

1) Obras de Juan Miró

VilaPrades-1917








O carnaval de arlequim

O jardim




Lições de esqui



2) Recorte de uma entrevista ma entrevista do pintor realizada por George Raillard,.Realizada no ateliê de Miró em 1974, quando o mesmo tinha 84 anos:
George Raillard: “Você está sempre à procura de novos materiais...
Miró: Não procuro: elas me atraem, vêm a mim. [Miró se aproxima de uma mesa cheia de manchas] Por exemplo esta mesa para colocar meus pincéis. Fatalmente, à medida que ela vai se manchando, me excita: essas manchas negras, um belo dia, vão se tornar algo. É um choque. É preciso haver choques na vida (Raillard, Miró, 1990, p. 33).
3)Existe relação com a fala de Miró e sua produção artística?
Quais imagens visualiza-se nas obras de Miró?
Existe relação entre as obras?
Qual delas evidencia melhor a fala do artista?
Nota algum padrão, formas, cores, motivo?
Com uso de materiais reciclados é possível recriar estes momentos de Miró, capturados em sua obra. Como?

Construir meu blog

Estou em meio a um grande desafio, reorganizar as tarefas e desenvolver uma ação coerente dentro do blog.
Retorno após um período que digitar tornou-se dia a dia mais difícil.
Bem vamos a construção.
vamos tomar um chocolate quente e rumar ao trabalho.

domingo, 2 de maio de 2010

Paissagens urbanas-

Eu e a colega Eliana Martins trabalhamos na mesma escola, ficaria inviável,por aspectos administrativos , o trabalho de forma individual,seguimos a instrução que permitia o trabalho em dupla. Ainda não sabemos se postaremos uma cópia ou cada uma desenvolverá a parte escrita como única.
Durante o trajeto ao Iberê o colega Adriano foi ouvinte de nossos planejamentos para conclusão do tralho, agradecemos aqui sua paciência.
Decidimos juntar três turmas,e após sensibiliza-los com a proposta e pedir opniões,montamos definitivamente o projeto. Começamos construindoum momento de intervenção dentro da escola, e outro na rua na Avenida Pátria
Depois das devidas autorizações, começamos nossa intervenção:
Como tema, usamos a carência de espaço cultural, nossa cidade tem dois locais usados para esportes e cultura,insuficientes para demanda do município.
Vejam algumas fotos de nossa tarde maravilhosa.




























Nossa intervenção tem como material a cinza, flores a desconstrução da arte,pirulitos tão usados politicamente, agora marcam a defesa por espço cultural.
A necessidade que nossos alunos evidenciam na construção do logo da cidade Alvorada
com as cinzas, ao mesmo tempo retrata a morte como sugere a renascer do Fênix no nosso caso da Arte, com as flores brancas marcando a leveza e pureza do momento.

domingo, 18 de abril de 2010

Andante...A busca...o encontro

Com uma grande crise criativa, fiquei presa por dias na escollha que me levaria a construção do andante, foi o trabalho que me pegou num momento estafante, uso a frase de Jean Paul Sartre "Tudo foi descoberto, exceto como viver", para definir estes conflitos humanos de busca por caminhos, o interessante que oAndante cria uma vida independente do criador ele não cr\~e em obstáculos ele busca a interação com o cosmo.Neste caminho busquei representar no meu andante algo que representasse esta peregrinação humana, desvandando nossa alma e apasiguando nossas dores através da do imaginário e o solidário.

Para executar o andante fui atrás de Dalí, nesta busca encontrei um Surrealista na atualidade Vladimir Kush, o vídeo abaixo é uma mostra do seu trabalho.

Check out this SlideShare Presentation:
Inspirei-me na obra de Kush, Sunrise by ocean, para esta construção















Como o chinelo tem par, busquei uma artista mais vista por seu casamento com ícone do rock que por sua trajetória nas artes plásticas, a controversa Yoko Ono que com sua arte encantou John Lenon.



A sensação que teve John Lennon em 1966, quando subiu as escadas, pegou uma lupa e leu pintada no teto a palavra "yes", em uma instalação na Galeria Inica, em Londres. A obra "Ceiling painting" (pintura no teto), que fez com que o Beatle se encantasse pela artista e teve um papel decisivo no primeiro encontro dos dois.
A perfomática Yoko tem trabalhado por muitas causas humanitárias, na minha segunda escolha para o Andante fico com o painel com 67 peças de um quebra-cabeças iniciado na sede da ONU, em Nova York, para levantar fundos destinados ao Dia Mundial da Consciência sobre o Autismo. Cada pedaço da obra em acrílico, que em sua totalidade exibe um céu azul repleto de nuvens brancas, foi leiloado com lances a partir de mil dólares. "Este trabalho, Promessas, simboliza os 67 milhões de pessoas que sofrem de autismo", disse Yoko. "Sempre costumo dizer que um sonho que se sonha sozinho é apenas um sonho; um sonho que se sonha junto é realidade". Mais de cem eventos foram realizados em 35 países em prol da causa dos autistas.

O resuldado de minha observação na obra de Yoko é o complemento do andante abaixo

Feito o andante ele percorre caminhos






Observa, e escolhe percorrer este




Reflexivo ao chegar da noite sofre as marcas de outros andantes




No outo dia no dialógo com o andante e seu menino


Amanhã o visitarei, quem sabe como estará aquele que nunca foi meu Andante pois sempre teve uma identidade própria...